terça-feira, 19 de maio de 2009

Anda meio mundo a enganar outro meio

Surpreendentemente, hoje de manhã o destaque dos jornais não foi para o desemprego e a crise, mas sim para algumas das trafulhices que se têm feito neste país. Ora vejam:


Processos e contratos da Cova da Beira foram destruídos ilegalmente

A totalidade dos processos de fundos comunitários da Intervenção Operacional Ambiente do 2.º Quadro Comunitário de Apoio foi ilegalmente destruída em 2007, por decisão da Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Ambiente. Entre os projectos cuja documentação foi eliminada encontra-se o da construção e concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB), cuja adjudicação ao grupo HLC está no centro de um processo de corrupção que tem julgamento marcado para Outubro.


15 mil desempregados foram “apagados” do Instituto de Emprego

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) “apagou” 15 mil desempregados do seu sistema no final do mês de Março, noticia a edição de hoje do “Diário de Notícias”. O organismo diz ter-se tratado de uma falha pontual e de um erro no cruzamento de dados com a Segurança Social, mas o sindicato do sector denuncia a situação como uma prática reiterada.

Como fui ao site do Jornal Público para ler acerca das notícias que tinha ouvido no resumo da manhã, encontrei lá a seguinte citação:

"Um líder europeu disse-me que no passado a justiça em Portugal tinha fama de ser lenta mas séria e que agora continua lenta, mas perdeu a imagem de seriedade."

Mário Crespo, 18-05-2009


Que país é este onde vivemos???

Tenho saudades do tempo em que existiam valores, em que as pessoas se respeitavam umas às outras, em que a palavra tinha o valor de contrato escrito... Ok! Estas coisas já não são bem do meu tempo, mas foi no que me ensinaram a acreditar. Agora sinto-me traída pela minha própria educação, que não me preparou para o mundo que hoje encontro, mas para um outro mundo que dizem que já existiu nalgum tempo e em algum lugar.

Hoje em dia, a conversa é sempre a mesma:

Anda meio mundo a enganar outro meio!

sábado, 9 de maio de 2009

Prendas!!!

Recebi 2 prendas da minha querida amiga BatRitinha:





Que lindos quadros para pendurar na minha parede!!!

Obrigada, amiga!


Eu vou oferecer estas maravilhosas prendas a TALepatv e Morrer a Trabalhar. Como ainda não conheço muitos blogs não sei a quem mais oferecer.


Mas, como em tudo, há regras:
1. Reencaminhar este prémio a 10 blogues;
2. Exibir a imagem do prémio;
3. Postar o link do blog que premiou;
4. Avisar os premiados;
5. Publicar as regras.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Castelos no ar...

Na altura em que ainda se usavam cartões e cabines telefónicas (lembram-se?) eu tive um cartão que promovia as actividades da Unicef. Tinha escrito:


“Virá o dia em que o progresso das nações será avaliado não pelo seu poder militar ou económico, nem pelo esplendor das suas capitais e edifícios públicos, mas sim pelo bem-estar dos seus povos; pelos níveis de saúde, nutrição e educação; pelo respeito demonstrado pelas suas liberdades civis e políticas; pelas medidas tomadas em favor dos mais vulneráveis e desfavorecidos; e pela protecção dada ao desenvolvimento físico e intelectual das suas crianças.”


Guardei o cartão durante muito tempo por achar este pensamento muito bonito. Há dias encontrei-o e lembrei-me de partilhar o texto com os meus leitores.

A meu ver, estamos cada vez mais longe desta realidade... tenho muita pena!

domingo, 26 de abril de 2009

Acidente de Chernobil

Hoje, dia 26 de Abril, passam 23 anos sobre o acidente na central nuclear de Chernobil. Já muito foi dito sobre este assunto, acho que não vale a pena estar a alongar-me mais. A minha intenção é só lembrar!

Para quem quiser mais informações acerca deste tema deixo os endereços de 2 sites:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_de_Chernobill (em Português do Brasil)

sábado, 25 de abril de 2009

Eu discordo!

Há dias li na página da internet do Público a seguinte frase:

"Os portugueses, pelo menos os de hoje, com apenas duas a três décadas de experiência de democracia, prezam a liberdade. Conhecem os seus perigos. Receiam as ameaças. Sábio povo!"

António Barreto, "Visão", 23-04-2009


E venho aqui dizer que discordo!
Seguidamente explico as minhas razões.

O que eu vejo é que o povo não sabe ao certo o que é a Liberdade e o que fazer com ela. Vejo que não se conhecem os seus perigos e muito menos se pensa nas suas ameaças.

Já tenho dito algumas vezes que foi uma pena neste país ter havido uma ditadura, para que houvesse a necessidade de uma revolução. Eu não estou contra a revolução, acho que dentro das circunstâncias ela foi necessária. Mas foi uma pena terem existido estes dois extremos. Qualquer um deles faz mal a quem os vive. Se antes se vivia liberdade a menos, agora vive-se com demasiada sensação de liberdade.

Eu vejo à minha roda que se perdeu o respeito pelos outros, pelos valores éticos e morais. Eu ainda tive a sorte de me ensinarem essas coisas em pequena, mas vejo que muita gente da minha idade já não teve a mesma sorte... Vive-se liberdade a mais, atropela-se a liberdade dos outros!

Este país precisa de regras e precisa que as regras existentes sejam cumpridas com maior rigor. Mas sabem, há por aí muita gente que se acha acima das regras, sejam elas éticas e morais ou mesmo em forma de leis.

Na minha opinião, a maior parte dos portugueses só olham para a sua liberdade, mas ignoram a liberdade dos que os rodeiam. E ainda mais grave, atropelam-na!

Mas não considerem isto um manifesto político, nem pensar!!! Eu até detesto política!
O que aqui escrevo é uma demonstração de indignação contra o estado das coisas, contra a mentalidade global actual.


VIVA A LIBERDADE!
Mas só a minha, que se lixe a dos outros.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

a vida não tem ensaio, só se vive uma vez

Ultimamente não me tem apetecido filosofar. Isto de se escrever coisas para os outros lerem não é todos os dias!

Mas como hoje já li coisas bonitas e outras que me fizeram recordar bons tempos, estou mais inspirada.

Este fim-de-semana estive com um grupo de amigos. Estivémos a falar de várias coisas e inevitavelmente falámos sobre as nossas infâncias. Após a conversa, fica sempre aquele sabor doce na boca, o sabor à nossa infância e que já passou, que passou rápido demais... Então fica no ar um porquê: quando somos crianças queremos crescer rapidamente e quando chegamos a adultos, mesmo que não muito velhos, queriamos voltar ao tempo de crianças. O ser humano nunca está satisfeito! (mais uma frase feita, parece que a inspiração não é assim tanta).

Nestes encontros de amigos, a frase final é sempre "temos que fazer isto mais vezes", mas não fazemos. Pelo menos, não nos encontramos com a frequência que esta frase tem a intenção de indicar. O encontro deste fim-de-semana já estava para se fazer há mais de 1 ano!

Isto tudo para dizer que perdemos muito tempo a dizer que vamos fazer isto e aquilo e depois não chegamos a fazer. Passamos uma boa parte da nossa vida a planear e a sonhar e afinal a maior parte das coisas não se realizam, tanto por nossa culpa como por força das circunstâncias.

Quando olhamos para trás é que vemos que podiamos ter feito isto e aquilo, que podiamos ter aproveitado mais a vida, mas já passou. Mas logo a seguir esquecemos tudo e voltamos aos nossos sonhos e planos do que podia ser bom e voltamo-nos a esquecer de que o que estamos a viver É bom.

Isto leva-nos novamente à discução acerca da crise. Se estamos a pensar demasiado na crise, deixamos passar a vida e não a vivemos. Façam uma análise: até que ponto é que a minha vida está a ser afectada pela crise? A minha resposta é: não dei por nada. Tenho o mesmo trabalho, a mesma casa, as mesmas despesas, etc..

Lembrem-se que "a vida não tem ensaio, só se vive uma vez" e...

Aproveitem a vida!
(Não gosto de latim, ok? Perceberam?)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Era uma vez...

As histórias de fadas começam todas por "era uma vez". E a minha história de hoje também!

Era uma vez uma amiga que me desafiou para criar um blog. Na altura fiquei muito reticente, porque achava que não ia ter muito que dizer e que era preciso dedicar-lhe muito tempo.

Agora já vi que o blog até nem me está a consumir muito tempo. Vou tendo sempre o que dizer porque me lembro de uma história antiga ou um tema recente, porque vi um filme, etc..

Ontem, dia das mentiras, lembrei-me de escrever um post a dizer "hoje não vou colocar nenhum post para não pensarem que o que escrevi é mentira" e assim era uma contradição, mas não era bem uma mentira. Depois pensei melhor e lembrei-me que esse ia ser o meu oitavo post e isso ia criar um problema. Como o meu número favorito é o oito, este tinha que ser um post especial!

Assim, estou a escrevê-lo só hoje para que não o interpretem como mentira e estou a usá-lo para vos dizer que estou a gostar cada vez mais disto e um dia destes ainda vou descobrir a escritora que há em mim...