sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Concerto vai ter tradução em linguagem gestual

Também ouvi na RFM que o concerto de João Pedro Pais, hoje em Oeiras (…ou lá para esses lados) vai ter tradução em linguagem gestual. Ainda bem, a integração de todos é uma ideia muito boa.

Curioso! É o primeiro artista que menciono aqui, penso eu, e nem gosto de o ouvir cantar… mas há quem goste!

Faz hoje anos que apareceu o multibanco


Ouvi na RFM que faz hoje 25 anos que foram inauguradas as primeiras caixas multibanco. Na altura eram cerca de uma dúzia em Lisboa e Porto. Hoje são mais de 13000 espalhadas por todo o país.

Ainda me lembro de a minha mãe ir ao balcão do banco levantar dinheiro para ter em casa e pagar as compras com cheques…

Eu já não consigo viver sem o sistema multibanco. Se pudesse, pagava tudo com o multibanco, até um café ou o estacionamento… até podia deixar de haver dinheiro. O multibanco é muito mais prático e não precisa de trocos!

(existem 2 provocações neste texto, agora vou rezar para que os destinatários vejam o post e esperar que se sintam provocados, para ver as reacções)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Perdida, mas não muito

A primeira vez que fomos acampar para o parque de Monte Gordo eu tinha 7 anos. Como estávamos num parque que ainda não conhecíamos, a minha mãe recomendou-me que se eu me perdesse devia pedir a alguém para me levar à recepção e pedir para chamarem por ela ao microfone. Eu fiquei a pensar naquilo… a ideia de me perder era tentadora, eu queria experimentar (lá está mais uma vez a recomendação que vos fiz no post das ervilhas, para não lembrarem as crianças).

Um certo dia, a seguir ao almoço os meus pais foram dormir a sesta e eu fiquei por ali. Lembrei-me de ir dar uma volta pelo parque para ver se me perdia. Fui até ao fundo, andei ao pé da rede, dei voltas e mais voltas, mas onde quer que estivesse conseguia ver sempre um depósito de água que havia no meio do parque, na rua principal, e caminhar até ele. Chegando lá já sabia ir ter à tenda.

Cheguei ao pé da minha mãe muito frustrada e disse-lhe que se não me tinha perdido naquele dia, já não me ia perder, para ela ficar descansada. E fiquei sem saber como era perder-me.

Esse parque de campismo teve muitas outras histórias…

Nesse ano foram nossos vizinhos de tenda um casal com uma menina de 3 anos, que se chamava Mara. Eu tinha 7, lembram-se?

Ela estava sempre a bater-me e eu dava-lhe de volta mas era repreendida “porque não se bate nela que é pequenina”. Acho que foi aí que ganhei a minha aversão a criancinhas… então quando ela estava por perto, eu tinha que andar sempre a fugir, era a única maneira de me defender. Um dia, a mesa já estava posta para jantarmos todos juntos, ela foi buscar uma colher e deu-me com ela mesmo no alto da cabeça. Nunca mais me esqueceu tal coisa… Ai que raiva não lhe poder bater!!!

Por essa altura eu usava o cabelo muito curto e andava sempre de calções e t-shirt. O meu pai pediu-me para ir ao quiosque do parque comprar cigarros. Quando lá cheguei o senhor que estava a atender voltou-se para mim “o que é que o menino quer?” Desatei a correr até à tenda, fiz uma birra de todo o tamanho porque não gostava do cabelo curto e não cheguei a comprar os cigarros.

Foi também nessa altura que aprendi a ter mais cuidado com as horas a que como gelados. Acabámos de almoçar, a minha mãe foi logo tomar um banho nos chuveiros não sei porquê e eu fiquei na tenda com o meu pai. Quando ela chegou, fomos ao café e acabámos por comer um gelado cada uma, o meu pai não comeu. Ao fim da tarde senti-me muito mal e comecei a vomitar. Os meus pais levaram-me ao médico e ele chegou à conclusão que a má disposição tinha sido do gelado. Lembro-me de ele me dizer “a tua sorte foi teres vomitado…”. A partir daí comecei a entender que vomitar não é mau, é bom, o que é mau é o que provocou o vómito.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Pão por Deus e Halloween


Nos meus tempos de criança era costume pedir-se o “Pão por Deus” em dia de Todos os Santos. Agora vejo cada vez menos crianças a fazerem isso. Tenho pena que se perca essa tradição!

Lembro-me de ir com uma bolsa de pano bater à porta das pessoas da família para me darem o Pão por Deus. Quando ia com a Joana batíamos à porta de quase toda a gente… Ela tinha muitos familiares e amigos. Davam-nos bolos secos, frutos secos, rebuçados, fruta (maças e pêras) e algum dinheiro. Quando eu ia sozinha só batia à porta das pessoas que eu sabia que estavam mesmo à minha espera e que me iam dizer “porque é que não vieste cá?” se eu não aparecesse. Não gostava da sensação de andar a pedir, não tinha necessidade disso.

Por outro lado, quando eu andei na escola, nas aulas de inglês falava-se do “Halloween” como sendo uma tradição inglesa. As crianças vão pelas ruas batendo de porta em porta, umas pessoas dão-lhes guloseimas e outras pregam-lhes partidas. Eu, na aula, abanava a cabeça em sinal de compreensão e pensava “aqueles ingleses são mesmo malucos”.

Agora está tudo ao contrário, é mais Halloween do que Pão por Deus. As crianças vêm bater-me à porta na noite de 31 em vez de ser no dia 1 de Novembro. Isto de se perderem as nossas tradições e se adoptarem as dos outros é muita falta de personalidade, de bairrismo, de defendermos o que é nosso!

…ou estarei enganada?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A areia e outras histórias


Lembrei-me agora de outra história de quando era pequena, aí com uns 4 ou 5 anos. Eu estava de férias, com os meus pais, em Armação de Pêra e encontrava-me lá com uns primos um pouco mais velhos que eu (o João e a Joana). Eu ia primeiro para lá e a minha mãe sabia sempre o dia em que eles chegavam. Assim que ela me dizia que eles estavam para chegar eu ficava em pulgas e quando chamavam por ela no microfone do parque de campismo eu corria logo para a recepção. Era sinal que ia passar a ter com quem brincar!

Tenho tantas histórias com a Joana que nem sei por onde começar…


Lembro-me que o João um dia estava a brincar à beira da água comigo, escondeu o meu baldinho azul dentro de água e eu fiquei muito aflita porque não sabia dele e achei que a água o tinha levado. Logo a seguir ele deu-me o baldinho e eu fiquei muito contente, afinal ele esteve sempre a agarrá-lo.


Outra cena que me lembro foi a de me chamarem porque estava na hora de ir embora da praia e quando cheguei ao pé das toalhas, um dos adultos mandou-me ir lavar os pés ao mar para tirar a areia. Eu fui e quando voltei a pisar a areia seca os pés voltaram a encher-se de areia, claro! Fiquei muito chateada e voltei a lavar os pés, foi aí que o João pegou em mim ao colo e só me largou em cima de uma toalha. Gostava de saber se ele ainda se lembra disto, provavelmente não.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Leite de camelo

Ouvi logo de manhã a seguinte notícia na rádio: “vai ser comercializado leite de camelo na Europa”. Deve ser leite de camela, não estou a ver que os machos dêem leite…

Disseram nessa notícia que é um leite muito saudável. Faz sentido, agora com a mania dos médicos que as pessoas têm que ser todas esqueléticas… ora os animais protegem-se do frio armazenando gordura, que transformam em energia para combater o frio e não entrarem em hipotermia. Os camelos como vivem em zonas quentes não precisam de tanta gordura, logo devem ter um leite mais “light”.


Um dia destes ainda os médicos começam para aí todos a receitar leite de camela em vez do de vaca, vamos lá ver é que sabor é que aquilo tem…


Eu detesto leite de soja. Já bebi de 2 marcas diferentes, uma tinha um sabor intragável e a outra para além de intragável era muito doce, tive que desistir.

Para mim, leitinho é de vaca!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Estou sem inspiração

Hoje é um daqueles dias em que me apetece escrever, mas estou sem inspiração. Quando isto me acontece, costumo pegar numa notícia e escrever sobre ela, mas aqui tenho a internet paga ao minuto, não é tão fácil (barato) fazer isso.

A principal notícia de ontem na TV foi o choque em cadeia na A25, com consequências trágicas. Pois é, as pessoas deviam ter mais cuidado a conduzir, deviam saber que o piso molhado é perigoso, ainda por cima já não chovia há muito tempo e o piso estava sujo de lama e óleos. As pessoas deviam saber isso tudo, mas não sabem! Ou até sabem, mas esquecem-se. Não sei o que é pior!

Não gosto desta notícia, vou passar a outra… A palmeira que caiu em Porto Santo. Raramente se ouve falar deste canto de Portugal, mas agora foi pelas piores razões. Bolas, também não gosto desta notícia!

Fogos? Política? Nã!!!

Isto hoje está complicado para arranjar tema.

Futebol? Já nem Jesus lhes vale… O leão há muito que não rosna… Nacional da Madeira e FCP lideram, logo se vê como é que isto se desenvolve. Já torci pelo FCP nos tempos do Domingos e Kostadinov com o Baía na baliza, mas com as polémicas todas que houve e alegadamente comprarem árbitros e outras cenas, deixei-me disso. Agora só torço pela selecção. Não estou é a gostar das polémicas com o seleccionador, mas não posso mudar de selecção… fica mal agora andar a torcer pela selecção de outro país!

Bem, sem tema e o post já vai longo, termino-o por aqui. Até ao próximo!